domingo, novembro 27, 2011

apesar, a pesar e há pesar...

Amor que é amor não acaba. Amor que é amor sobrevive, suporta, espera e supera. Te machuca, mas te recompensa de uma forma que te faz esquecer da dor. Amor que é amor supre tudo, simplesmente por existir. Basta acreditar, se entregar e pagar pra ver. E quando ouvir: “Deixa o tempo passar! Amores vêm e vão...”, não acredite. Amor é um só. Sua vida só vai virar de cabeça pra baixo uma vez. Só uma pessoa vai conseguir te fazer suspirar e te deixar sem ar. E passe o tempo que for, essa pessoa sempre vai ser a única.

Mas e quando a incapacidade te torna capaz de coisas inimagináveis? Quando a frieza te traz o medo de não amar outra vez? E a solidão que no final das contas preenche aquele vazio enorme ai dentro? Ah, e a saudade? Saudade que dói, que relembra o que se quer esquecer. Saudade que dá saudade, que faz sorrir, que faz querer correr de volta. O amor tem dessas coisas. Poucas pessoas conheceram a verdadeira face dele. Poucas pessoas sobrevivem com ele. Poucas pessoas suportam sem ele.

Talvez você precise de tempo, talvez você precise agir. Talvez precise chorar, ou então chorar de rir. Talvez alguma distração ajude, talvez pensar sobre resolva. Estar rodeado de amigos. Preferir ficar sozinho. Desabafar, falar ou gritar tudo que ta ai dentro. Deixar o silêncio dizer por você...

Na verdade, eu não sei de nada ao certo, eu não tenho uma solução. Inúmeras e incontáveis são as maneiras de enganar o coração pra esquecer a dor. E mesmo no meio de toda essa incerteza e sem saber de nada, eu posso afirmar uma coisa: Amor que é amor, não te deixa, nunca. Amor que é amor vem de todos os lados. De pequenos e grandes gestos, de palavras engasgadas e gritos desesperados. Ele ta ali, todos os dias, porque ele não desiste. Só está esperando você abrir os olhos e enxergar ele. Bem aí, dentro de você.

segunda-feira, setembro 05, 2011

silêncios que se declaram.

Me levou pra onde quis, me deixou onde precisava estar.
Me mostrou que eu nunca esqueci, só aprendi a deixar de lembrar...

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Segunda-feira, Novembro 29, 2010

O tempo que fez esperar é o mesmo tempo que fez esquecer, tempo que fez apagar. Fez solucionar, fez doer, só fez esperar. Que foi inimigo quando o ponteiro se fazia pesar pra mostrar que só se resolve tempo com mais tempo.
Juntei todo esse tempo, mas não precisei de muito dele. Foram dez segundos, menos até. Nem todo tempo do mundo me faria mudar tanto como esses míseros dez segundos fizeram. Dez segundos, esses dez segundos que me fizeram a pessoa mais feliz do mundo naquele momento, são os mesmos dez segundos que se ocuparam com um beijo e me fizeram ter a certeza que eu quero esses poucos segundos, repetidas vezes, todos os dias da minha vida.




Foram só dez segundos, menos até.

domingo, dezembro 05, 2010

"E di chi sarà il coraggio, allora, se non sarà il mio?
Se si spegne quella luce resto io
Di chi è la più profonda decisione?
Al di là dei sogni appesi a una canzone
Oggi riconosco il suono della voce e di chi sono

E mi fi do di un passato carico di ingenuità
di chi va dallo stupore
a un'altra età

(...)

Da me
Torno da me
Perché ho imparato a farmi compagnia dentro di me..."

segunda-feira, outubro 11, 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010.

"Para minha querida Tais, menina de lilás vivaz.

Nós dois ali sentados na varandinha de uma casa alheia a mim, mas só nossa.
Olhando pessoas passarem, pessoas de cores diversas, pessoas de corações diversos, batimentos descompaçados, 65, 86, 94, 125, aquele ali estava correndo para não perder o ônibus, ele tinha uma cor tão azul.

Nós dois ali juntinhos, marido e mulher, casos paralelos, eterna brincadeira. Você pergunta formato e cores de tantos, eu respondo "sinestesicamente" os adjetivos de poucos. Permanecemos naquela existência infinita que nos foi dada de bom grado, pensando sem linearidade.

E eu caio em mim, e começo a me questionar sobre a sua visão de ver, sua visão de tocar, sua visão de paladar, sua visão de impressionar! E eu sou que cor? Meu sorisso tem que sabor, minha voz tem que cheiro?

Eu giro em um pano fino, caindo brilhos molhados no ar. Chego ao chão, toco sua mão e sorrio para ti, aqui está minha pequena, letrinhas coloridas para uma pessoa de voz muda, sorriso lilás, vida fugás."

segunda-feira, setembro 27, 2010

It's killing me...

"I watched you die
I heard you cry every night in your sleep
I was so young
You should have known better than to lean on me
You never thought of anyone else
You just saw your pain
And now I cry in the middle of the night
For the same damn thing"


"Because of you, I'm ashamed of my life because it's empty."

quarta-feira, setembro 22, 2010

capítulo único.

Um personagem dividido em três. Os primeiros capítulos o descrevem, sempre fora fechado pra qualquer coisa que pudesse mudar algo dentro de si. Os motivos viriam a ser contados nos parágrafos seguintes. A desconfiança, o medo de perder a auto-suficiência que se fazia acreditar sendo satisfatória e a saudade do que não se permitiu viver. Páginas depois as letras se embaralham apresentando um novo personagem, igual a qualquer um, mas diferente de tudo que já havia visto. Diante da contradição do seu eu em pessoa, só o que conseguia fazer era se perguntar inúmeras vezes o por que de ter acontecido daquela maneira, afinal, mesmo que baixas, suas expectativas não eram aquelas. O que não faria muita diferença já que aquela contradição tinha acabado de se tornar seu vício, como se tudo o que foi vivido não tivesse sido completo como estava sendo naquele momento.

Os parágrafos agora se iniciam contando cada minuto preenchido com pensamentos sobre a mesma pessoa e, no final das contas os minutos tomaram horas de dias que pareciam se fazer prolongar só por mais tempo a ser preenchido por esse mesmo pensamento. As últimas folhas estão marcadas com o medo que ainda sim estava presente, que fazia seu coração correr, que o fazia distante, mas ainda sim o fazia cada vez mais presente.

Talvez o livro não tenha um final, talvez se prolongue por muito tempo, talvez termine apenas contando que o personagem dividido em três continua com um coração que corre, mas agora corre na direção da sua contradição... Era tarde demais, ele já estava apaixonado.